Administração municipal é acusada por improbidade; juiz analisa a ação
O promotor Thales Tácito Pontes Luz de Páqua Cerqueira encaminhou à 2ª Vara da Justiça de Guaxupé nesta terça-feira (6/10) uma ação civil pública que denuncia o governo municipal por improbidade administrativa. O processo está nas mãos do titular da 2ª Vara, o juiz João Batista Mendes Filho. É ele quem vai analisar a ação movida pelo promotor.
O documento diz que o prefeito Roberto Luciano Vieira, a vice Márcia Zampar Jorge e outros agentes públicos envolvidos na ação devem se afastar do cargo por 90 dias para que seja aberta uma auditoria nas licitações realizadas desde janeiro deste ano. A quebra de sigilo bancário e fiscal dos envolvidos também foi solicitada. Se os acusados forem afastados, o presidente da Câmara Municipal assume interinamente a cadeira do prefeito enquanto acontecem as investigações.
As denúncias citam irregularidades em sete licitações e foram encaminhadas ao Ministério Público por Tânia Rolim, Henrique Madeira e Wanduir Durant. Consta no processo, por exemplo, a acusação de superfaturamento na contratação de shows para o carnaval e o aniversário da cidade. Na tarde desta quarta-feira, o prefeito Roberto Luciano comentou que o seu trabalho continua intensificado e que o setor jurídico do município é quem cuidará do processo.
Carreata
No final da tarde, Guaxupé foi surpreendida por um buzinaço e fogos de artifício. Quem ouviu o barulho chegou a acreditar que era alguma manifestação relativa ao assunto, pois rumores sobre a ação civil pública se espalharam o dia todo pela cidade. Mas eram os novos veículos da prefeitura que foram apresentados para o povo em clima de festa.
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