Facebook GxpTwitter GxpFeeds GxpGuaxupé, 08 de Fevereiro de 2012

Câmara rejeita, mais uma vez, abertura do processo de impeachment

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Nico na reunião da Câmara segunda-feira 26/10 - Foto: Jota Araújo

A Câmara Municipal de Guaxupé rejeitou, pela segunda vez, um pedido de abertura de processo para  uma possível ação de impeachment contra o prefeito Roberto Luciano. Desta vez, o pedido foi feito pelo promotor Thales Tácito Luz de Pádua Cerqueira, encaminhado à Câmara por intermédio do juiz da 2ª Vara da Comarca de Guaxupé, João Batista Mendes Filho.


Em agosto deste ano, a Câmara já havia rejeitado um pedido similar feito pelo advogado Roberto Silva. Na época, foram apresentados vários documentos que, segundo ele, continham denúncias gravíssimas, com provas que incriminavam a atual administração. Com votos contrários dos vereadores Tânia Rolim e Ari Cardoso, o pedido foi recusado pela Câmara.


Na noite desta segunda-feira (26/10), em sessão que durou mais de cinco horas, a Câmara novamente teve que se definir quanto a abertura do processo, agora pedido pelo promotor Thales Tácito. Antes de rejeitar o pedido do promotor, houve intenso debate entre os vereadores. A vereadora Tânia Rolim, acompanhada pelo vereador Ari Cardoso, pediu insistentemente a abertura do processo de impeachment. O líder do prefeito, Durvalino Gôngora de Jesus, o Nico, fez um acalorado discurso dizendo que cabia ao Ministério Público a averiguação dos fatos.


Assim, a contagem final ficou com 3 votos favoráveis à abertura do processo e 5 contra, pois o vereador Mauri Palos, que tinha sim direito a voto, deixou o plenário alegando considerar falta de ética sua permanência, por seu nome estar citado no processo. Os destaques ficaram por conta do vereador Pica-Pau, que votou contra a abertura da primeira vez e agora foi favorável (ele é do PMBD, partido que apoia o prefeito); e também do vereador Didinho, lembrando que vivenciou situação muito parecida no início do governo de Heber Quintella, que “acabou fazendo um bom governo”.


Vale ressaltar que o processo aberto pelo Ministério Público continua com seus trâmites normais, em que será assegurado aos indiciados ampla defesa.


Ouça na íntegra:



Colaborou Jota Araújo – Rádio Comunitária 87 FM



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