Ministério Público faz novas denúncias contra a Prefeitura
O Ministério Público local, por intermédio do promotor de Justiça e curador do patrimônio público, Thales Tácito Pontes Luz de Pádua Cerqueira, ajuizou na quarta-feira (11/11) uma nova ação civil pública contra a administração municipal, que tem como assunto central uma licitação sobre alimentos, um “superfaturamento” na merenda escolar.
A ação do promotor coincide com o envio à Justiça do relatório da vereadora Tânia Rolim sobre o mesmo assunto. O novo processo deverá, desta vez, ser apreciado pelo juiz Marcos Irany Rodrigues da Conceição, da Primeira Vara.
A denúncia é a mesma que o ex-vereador Sebastião Aparecido de Jesus, o Tião Cascudo, fez em julho na Câmara. Na época, diante das denúncias de Tião, o presidente da Câmara, Jorge Batista Bento, determinou que a Comissão de Educação, Cultura e Assistência Social da Casa, composta pelos vereadores Tânia Rolim, Luiz Smargiassi Filho e Mauri Palos, apurasse as denúncias. A comissão passou a analisar os fatos.
Em reunião ocorrida no dia 20 de outubro, a presidente da comissão, Tânia Rolim, apresentou um parecer final pronto e pediu a assinatura de Mauri e Didinho, que não concordaram e se recusaram em assiná-lo. Em seguida, ambos fizeram um relatório em separado, com conclusões totalmente divergentes das de Tânia.
Em seu relatório, eles argumentam que “os membros do Executivo explicaram que antes de ser trazida a presente denúncia à Câmara pelo sr. Sebastião Aparecido de Jesus, já haviam verificado que os preços de alguns itens licitados para compor a merenda escolar estavam maiores do que no mercado local, tomando providências para a adequação e obtendo desconto de 10% em vários itens”.
No relatório dos vereadores, ainda consta que “o sr. Sebastião Aparecido de Jesus se deu por satisfeito com os esclarecimentos prestados pelos membros do Executivo e ainda teria mencionado que ‘alguns vereadores quiseram tirar proveito político e desestabilizar o governo ‘.
Mesmo assim, a vereadora solicitou que o presidente da Câmara enviasse cópias de seu relatório para a 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Guaxupé, para a Procuradoria Geral de Justiça de Belo Horizonte, para o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, Procuradoria Geral da República, Controladoria Geral da União e ao Tribunal de Contas da União.
Fonte: Folha do Povo
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