Facebook GxpTwitter GxpFeeds GxpGuaxupé, 07 de Fevereiro de 2012

Vendas de fim de ano aqueceram o comércio

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Especial do Jornal da Região


Quem saiu de casa nos dias que antecede­ram o Natal (e principal­mente nas noites em que o comércio ficou aberto), pode atestar o movimen­to das compras, que su­peraram as expectativas, tal o número de gente que circulou pelo centro comercial local e ocupou os espaços em todas as lojas.


Temido como “o Na­tal logo pós-crise”, por­tanto ainda com muitos reflexos dela, parece que a festa veio mostrar que a crise já pode ser con­siderada quase supera­da. Algo que já vai se tor­nando apenas um fantas­ma, dando lugar a uma economia recomposta.


Com as ruas bem en­feitadas e com muitas lu­zes, o espírito natalino in­vadiu também as lojas e os comerciantes fizeram a sua parte, tornando seus estabelecimentos mais bonitos, aliando a isto o prazer das compras.


Os números antes dos balanços

A Associação Comércio e Indústria de Guaxupé – Acig – por intermédio de uma consulta infor­mal feita aos seus asso­ciados após o Natal, só pode adiantar que as vendas tiveram, neste ano, um crescimento que varia entre 5%, chegan­do até 30%, conforme o tipo de mercadoria disponibilizada pelas lojas guaxupeanas.


A funcionária da Acig, Simone Aparecida Augusto, informou que “os comerciantes querem fornecer os números exatos após o balanço de fim de ano, quando terão certeza da porcentagem de aumento de vendas que o Natal represen­tou”.


Simone ainda diz que “aqueles que já adi­antaram alguma, coisa foram os que nos deram esta presumida variação de 5% a 30% de aumento. Na verdade, porém, to­dos falam em aumento das vendas, alguns até com surpresa, pois havia uma grande expectativa quanto ao desempenho de vendas neste ano que finda”, completa ela.


Valeu a pena

A empresária Lucimara de Carvalho Arantes, proprietária da Lu Perfumaria, investiu alto neste final de ano e é uma das comerciantes locais que está “rindo à toa”. Lu mudou, em dezembro mesmo, para um espaço maior, na própria aveni­da Conde Ribeiro do Valle, onde mantinha a sua perfumaria.


“Mais que quadru­pliquei o espaço com esta loja atual, que além de ser bem maior, tem também um segundo piso, que já no começo do ano estarei usando para cursos e eventos li­gados a cosméticos e à beleza em geral”.


Lu considera que as vendas neste final de ano “não dependeram de cri­se. Nesta época de Natal, todo mundo quer estar com melhor aparência e quer também presente­ar. Assim, minha loja atende a estas duas ex­pectativas, com a grande vantagem da cliente po­der presentear bem com um produto de preço acessível e bem apresen­tado”.


Quanto aos planos para o futuro do grande espaço que ocupa agora, a empresária diz preten­der continuar investin­do, “principalmente em cursos de beleza profis-sionalizantes, para ade­quar jovens para o mer­cado de trabalho”.


Lu afirma que au­mentou o seu contin­gente de funcionárias para o Natal para 18 pessoas e diz: “é isto que a cidade precisa; quanto mais gente tra­balhando, mais aumen­ta o poder de compra e com a economia cres­cendo, a cidade cresce junto”, termina ela.


Brincadeira de criança

A lojista Rosana Jamile Farah Patta de Car­valho é outra que está feliz. Dona da Toystore, uma loja bonita e cheia de brinquedos, ela também é das que co­memoram um “boom” de vendas neste Natal e afirma que “em relação ao ano passado, posso dizer que tive um de­sempenho de 30% a mais nas vendas”.


A Toystore é uma loja relativamente nova e este é o terceiro Natal dela (Rosana inaugurou-a no final de 2006). A empresária afirma que atende a um público de classe média, que quer boa qualidade e bons preços também.


Como a sua gama de mercadorias é bem grande, queremos sa­ber dela como a classe média presenteou seus filhos no Natal e se hou­ve uma preferência por brinquedos mais caros e ela responde: “ao con­trário, a maioria quer brinquedos mais bara­tos e prefere comprar 4 ou 5 brinquedos para cada filho de uma faixa mais acessível do que um só de um preço mais alto”.


Rosana diz que “este período de dezem­bro foi bastante anima­dor e as vendas começa­ram a crescer logo no início dele, já dando os sinais que iriam com­pensar um ano que não foi nada bom. Aliás, eu já percebi uma mudan­ça de comportamento dos clientes na comemo­ração do Dia da Criança, em outubro, quando as vendas também estive­ram em alta”, termina.


Sapatos baratos

Para a gerente de vendas da Pé Jovem, Flávia Marques, que diz ter registrado um aumento de 5% nas vendas de suas lojas, “este Natal é para ser comemorado, mesmo porque em ano de crise você não tem um parâmetro para estabe­lecer expectativas, prin­cipalmente otimistas, mas graças a Deus, deu certo”.

Flávia também apon­ta uma duplicidade na procura do produto que vende: “as pessoas que­rem adquirir calçados para si próprias, para es­tarem com melhor apre­sentação nas festas e que­rem presentear também”.

A gerente diz notar que o gosto não é o im­portante nesta hora e sim a lembrança. “Tive­mos clientes que levaram pares e pares de  rasteiras de plástico, tão em moda, para pre­sentear a família e ami­gos. Este tipo de calça­do, além de ser do agra­do de todos, tem uma variação de cores e mo­delos bem grande e ‘ba­tem’ qualquer preço de outras lembranças, pois são duráveis e atraves­sam o verão.


Flávia termina di­zendo que as vendas foram ótimas e “continuam ainda aquecidas, pois trabalho com um tipo de mercadoria que tem tudo a ver com festas”, celebra ela.



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