Vendas de fim de ano aqueceram o comércio
Especial do Jornal da Região
Quem saiu de casa nos dias que antecederam o Natal (e principalmente nas noites em que o comércio ficou aberto), pode atestar o movimento das compras, que superaram as expectativas, tal o número de gente que circulou pelo centro comercial local e ocupou os espaços em todas as lojas.
Temido como “o Natal logo pós-crise”, portanto ainda com muitos reflexos dela, parece que a festa veio mostrar que a crise já pode ser considerada quase superada. Algo que já vai se tornando apenas um fantasma, dando lugar a uma economia recomposta.
Com as ruas bem enfeitadas e com muitas luzes, o espírito natalino invadiu também as lojas e os comerciantes fizeram a sua parte, tornando seus estabelecimentos mais bonitos, aliando a isto o prazer das compras.
Os números antes dos balanços
A Associação Comércio e Indústria de Guaxupé – Acig – por intermédio de uma consulta informal feita aos seus associados após o Natal, só pode adiantar que as vendas tiveram, neste ano, um crescimento que varia entre 5%, chegando até 30%, conforme o tipo de mercadoria disponibilizada pelas lojas guaxupeanas.
A funcionária da Acig, Simone Aparecida Augusto, informou que “os comerciantes querem fornecer os números exatos após o balanço de fim de ano, quando terão certeza da porcentagem de aumento de vendas que o Natal representou”.
Simone ainda diz que “aqueles que já adiantaram alguma, coisa foram os que nos deram esta presumida variação de 5% a 30% de aumento. Na verdade, porém, todos falam em aumento das vendas, alguns até com surpresa, pois havia uma grande expectativa quanto ao desempenho de vendas neste ano que finda”, completa ela.
Valeu a pena
A empresária Lucimara de Carvalho Arantes, proprietária da Lu Perfumaria, investiu alto neste final de ano e é uma das comerciantes locais que está “rindo à toa”. Lu mudou, em dezembro mesmo, para um espaço maior, na própria avenida Conde Ribeiro do Valle, onde mantinha a sua perfumaria.
“Mais que quadrupliquei o espaço com esta loja atual, que além de ser bem maior, tem também um segundo piso, que já no começo do ano estarei usando para cursos e eventos ligados a cosméticos e à beleza em geral”.
Lu considera que as vendas neste final de ano “não dependeram de crise. Nesta época de Natal, todo mundo quer estar com melhor aparência e quer também presentear. Assim, minha loja atende a estas duas expectativas, com a grande vantagem da cliente poder presentear bem com um produto de preço acessível e bem apresentado”.
Quanto aos planos para o futuro do grande espaço que ocupa agora, a empresária diz pretender continuar investindo, “principalmente em cursos de beleza profis-sionalizantes, para adequar jovens para o mercado de trabalho”.
Lu afirma que aumentou o seu contingente de funcionárias para o Natal para 18 pessoas e diz: “é isto que a cidade precisa; quanto mais gente trabalhando, mais aumenta o poder de compra e com a economia crescendo, a cidade cresce junto”, termina ela.
Brincadeira de criança
A lojista Rosana Jamile Farah Patta de Carvalho é outra que está feliz. Dona da Toystore, uma loja bonita e cheia de brinquedos, ela também é das que comemoram um “boom” de vendas neste Natal e afirma que “em relação ao ano passado, posso dizer que tive um desempenho de 30% a mais nas vendas”.
A Toystore é uma loja relativamente nova e este é o terceiro Natal dela (Rosana inaugurou-a no final de 2006). A empresária afirma que atende a um público de classe média, que quer boa qualidade e bons preços também.
Como a sua gama de mercadorias é bem grande, queremos saber dela como a classe média presenteou seus filhos no Natal e se houve uma preferência por brinquedos mais caros e ela responde: “ao contrário, a maioria quer brinquedos mais baratos e prefere comprar 4 ou 5 brinquedos para cada filho de uma faixa mais acessível do que um só de um preço mais alto”.
Rosana diz que “este período de dezembro foi bastante animador e as vendas começaram a crescer logo no início dele, já dando os sinais que iriam compensar um ano que não foi nada bom. Aliás, eu já percebi uma mudança de comportamento dos clientes na comemoração do Dia da Criança, em outubro, quando as vendas também estiveram em alta”, termina.
Sapatos baratos
Para a gerente de vendas da Pé Jovem, Flávia Marques, que diz ter registrado um aumento de 5% nas vendas de suas lojas, “este Natal é para ser comemorado, mesmo porque em ano de crise você não tem um parâmetro para estabelecer expectativas, principalmente otimistas, mas graças a Deus, deu certo”.
Flávia também aponta uma duplicidade na procura do produto que vende: “as pessoas querem adquirir calçados para si próprias, para estarem com melhor apresentação nas festas e querem presentear também”.
A gerente diz notar que o gosto não é o importante nesta hora e sim a lembrança. “Tivemos clientes que levaram pares e pares de rasteiras de plástico, tão em moda, para presentear a família e amigos. Este tipo de calçado, além de ser do agrado de todos, tem uma variação de cores e modelos bem grande e ‘batem’ qualquer preço de outras lembranças, pois são duráveis e atravessam o verão.
Flávia termina dizendo que as vendas foram ótimas e “continuam ainda aquecidas, pois trabalho com um tipo de mercadoria que tem tudo a ver com festas”, celebra ela.
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