Vice-prefeita se revolta com atitude do presidente da Câmara
Da reportagem do Correio Sudoeste – Waldemir
Quando foi comunicada sobre a decisão judicial de que deveria assumir a Prefeitura de Guaxupé interinamente durante o afastamento do prefeito Roberto Luciano, ainda como vice-prefeita, Márcia Zam-par protocolou requerimento ao presidente do Tribunal de Contas de Minas Gerais, Wanderley Geraldo de Ávila, pedindo, em caráter de urgência, a realização de auditoria de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial na Prefeitura. A vice-prefeita foi informada de que o Tribunal de Contas já recebeu o requerimento e que em breve será iniciada a auditoria.
Motivo de revolta para a vice-prefeita, porém, foi uma certidão expedida pelo presidente da Câmara, Jorge Batista Bento. Ela foi publicada na edição 1.986, de 31 de dezembro de 2009, do Correio Sudoeste e se refere ao ofício 259/2009, que comunicava à vice-prefeita a suspensão da sessão solene que seria realizada no dia 15 de dezembro de 2009, que daria sua posse, com o afastamento do prefeito.
Como consta no documento de Jorginho, a certidão foi publicada porque a vice-prefeita recusou-se a receber o oficio das mãos de um funcionário da Câmara. O presidente encaminhou então o ofício via sedex com AR (Aviso de Recebimento). No dia 29 de dezembro foi devolvido o envelope com a anotação de que a destinatária estava ausente nas três tentativas de entrega e que a correspondência não foi procurada na agência local dos Correios.
A grande indignação de Márcia é o fato de Jorginho ter afirmado na certidão que ela se recusara a receber o ofício. Ela garante que nunca se recusou em recebê-lo. Afirma que tem documentos comprovando sua presença na Câmara na manhã do dia 15 até depois das 8 horas, tempo que considera suficiente para ser oficiada sobre o cancelamento da sessão solene.
Mais tarde, naquele mesmo dia, por volta do meio-dia, quando o funcionário da Câmara teria se dirigido à sua casa para entregar-lhe o ofício, Márcia já havia saído de viagem. Depois, como permaneceu fora da cidade até segunda-feira (4), não houve como receber o sedex dos Correios.
Para se defender da acusação, a vice-prefeita está providenciando a tomada de medidas judiciais cabíveis contra o ato praticado pelo presidente da Câmara.
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