Facebook GxpTwitter GxpFeeds GxpGuaxupé, 08 de Fevereiro de 2012

Audiência pública na Câmara discutirá acessibilidade



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Marcos e Roberta, filhos de Reinaldo da Silva - Foto: EPTV.com



Acontece hoje, às 19 horas na Câmara Municipal, uma audiência pública para debater sobre a acessibilidade dos portadores de necessidades especiais, incluindo a discussão de ideias para a construção de rampas para cadeirantes por toda a cidade e o apoio de empresas à empregabilidade.


A reunião, que é aberta ao público, terá a participação de engenheiros, comerciantes, representantes de entidades, sociedade civil e das próprias pessoas com dificuldade de locomoção.


A questão da acessibilidade em Guaxupé tomou grandes proporções depois que Reinaldo da Silva, pai de Marcos e Roberta, cadeirantes que sofrem de uma doença degenerativa nos músculos, passou a levar o assunto à mídia. Em abril do ano passado, ele teve um dos filhos atropelado na cadeira de rodas, e como não aguentava mais sofrer as consequências de uma cidade que praticamente ignora o dia-a-dia destes portadores, resolveu agir.


Ele disse à época que pediu ajuda à Prefeitura, e recebeu por escrito do prefeito que havia um projeto nesse sentido a ser executado. E parou por aí. Resolveu então, em novembro de 2009, distribuir cartas pedindo que os comerciantes da cidade construíssem rampas nas portas das lojas, que é determinado por uma lei federal regulamentada há 10 anos. Alguns comerciantes atenderam à campanha, que foi até matéria de reportagem da EPTV Sul de Minas, construindo as rampas. Mas a Prefeitura notificou-os, alegando que as construções estavam irregulares porque avançavam sobre a calçada. E deu prazo de 15 dias para que fossem modificadas.


A presidente da ACIG, Márcia Cristina da Silva, manifestou-se dizendo que os comerciantes necessitavam de mais tempo para as adequações, e que tudo deveria ser conversado e não decidido daquela maneira. O diretor do Departamento de Obras, por sua vez, disse que a cidade estava sendo adequada para garantir esse direito aos cadeirantes, mas que eram vários projetos e não exisitia um prazo para a conclusão deles.


Assim, o impasse foi armado e a audiência pública desta terça-feira tratará especificamente do assunto, que deve começar novamente do ‘zero’.


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