Facebook GxpTwitter GxpFeeds GxpGuaxupé, 08 de Fevereiro de 2012

Vereadores discordam do termo ‘farra’ usado por promotor


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Vereador Durvalino Gôngora de Jesus, o Nico


Da reportagem do Jornal da Região


No dia 25 de fevereiro, o presi­dente da Câmara Munici­pal, Jorge Batista Bento, recebeu um ofício enviado pelo promotor de justi­ça, Thales Tácito Cerqueira. Nele, o promotor cita fatos que ele considera irregulares, cometidos por três vere­adores. Ele teria regis­trado ao proceder “deti­da análise” de relatório publicado pelo órgão, com divulgação pela in­ternet, especificando despesas de viagens efetuadas pelos vereadores enquanto frequentado­res de seminários, en­contros, audiências e outros expedientes fora da cidade (leia reportagem ‘Promotor denuncia “farra das diárias”).


O promotor afirma então que muitas das despesas que constam do referido relatório são consideradas abusivas, principalmente quando arrolam gastos de Durvalino Gôngora, o Nico, Luiz Smargiassi, o Didinho, e ausência de comprovação de Mauri Palos em uma audiência em Brasília.


A reportagem do Jornal da Região procu­rou os três vereadores e Nico disse não entender a razão do próprio pro­motor nominar todo o episódio como “farra com o dinheiro público” ou “farra das diárias”. Ele então contesta, afirman­do que “longe de ser uma farra, nossas via­gens têm o objetivo de buscar subsídios em eventos que visam me­lhorar a nossa atuação no legislativo e, consequentemente, a atender com mais precisão e atualização as demandas dos munícipes”.


O vereador ainda afirma que não se tra­ta de farra e nem de ‘comparecimentos recorrentes’, que “aqueles que se dispõem a viajar em nome da Câmara têm a exata noção da importância de tal re­presentação e da austera  responsabilidade que deva envolver qual­quer versação do di­nheiro público”.


Nico coloca que o vereador Didinho também sempre se dispõe a participar de cursos, rei­vindicações a autoridades maiores e outros compromissos que envolvam viagens e assim “temos como hábito re­partir sempre um mes­mo quarto de hotel, exatamente para evitar ma­jorar as diárias”. Por ou­tro lado, todas as despesas são postas em relató­rios detalhados, que sempre estiveram à dis­posição de qualquer um que queira consultar na própria Câmara, e ainda emenda: “quanto aos te­lefonemas dados, considerava até agora que estando a serviço da Câma­ra, telefonemas estives­sem liberados. Como não estão, só me resta acatar a decisão”.


Devoluções

Considerando como despesa estranha um produto de higiene bucal, Nico foi oficiado pelo presidente e con­trolador da Câmara a devolver o seu valor aos cofres e encaminhou, no dia 26, ofício ao promo­tor acusando o depósito de R$ 37,90 na conta bancária da Câmara em ter­mos de ressarcimento da dívida. Assim, em outro ofício do promotor do último dia 1°, ele acusa o procedimento da de­volução e se diz  no aguardo à remessa dos comprovantes dos eventos e da quantia de R$ 187,95 restantes, já que a dívida de Nico foi orça­da em R$ 225,85.


A reportagem do Jornal da Região esteve também com Didinho, igualmente citado no ofício, porém sem especifica­ções de gastos, e ele, em primeiro lugar, deixa cla­ro que se o promotor vê irregularidades no relató­rio, “eu devo respeitar sua opinião, uma vez que ele é um dos guardiões do pa­trimônio público, porém não considero a questão como uma “farra”.


Para o vereador, as viagens são antes de tudo trabalho e “são elas que nos oportunizam a concretização de várias aquisições para o bem da cidade e seu povo. Foi com elas que consegui­mos manter contatos diretos, que trouxeram para o município novos maquinários. Foi através delas que entramos em contato direto com Reminho, por exemplo, que agilizou as obras da ro­tatória em frente à anti­ga Fábrica de Doces, tan­to tempo alvo das rei­vindicações dos usuári­os para sanar as defici­ências de um cruzamen­to de vias tão perigoso no centro da cidade”.


Didinho ainda lembra que foi graças às via­gens a Belo Horizonte que “consegui verbas para a saúde, que esta­rão resolvendo o pro­blema das cirurgias eletivas, que permanecem há muito tempo com uma fila de espera que ultra­passa 280 pacientes”. Didinho  declara ainda que “estou so­frendo uma franca e aberta perseguição política e tenho denunciado isto sistematicamente; acredito que este episódio faça  parte dela. Quanto aos ressarcimentos que o promotor considera cabíveis, vou fazê-los todos, mas afirmo que o que faço é trabalho e não farra”.


Quanto ao terceiro citado, o vereador Mauri Palos, ao qual o pro­motor sugere comprova­ções de sua efetiva par­ticipação em audiência com o ministro dos Transportes,   Alfredo Nascimento, em Brasília, ele responde que “já pedi os comprovantes de presença na referida audiência, que conside­rei bastante proveitosa, e mais: com respostas con­cretas, tanto que a auto­rização de início da lici­tação do ministro foi fei­ta nela e estavam pre­sentes prefeitos e verea­dores de três outras ci­dades, mais os deputa­dos Odair Cunha e Car­los Melles”.


Mauri afirma ainda que a audiência foi di­vulgada, com fotos nos jornais, e que ele compa­receu a ela com imenso prazer, pois considera a BR 146 bastante impor­tante não só no contexto regional como uma ro­dovia de integração, que estará ligando o sudoes­te de Minas ao Triângu­lo, seguindo até o Nor­deste do país. Terminando, o vereador diz: “a im­portância para Guaxupé da concretização do início das obras do trecho que nos liga a São Pedro da União, no que tange às questões sociais e econômicas, me deixam bas­tante envaidecido de ter participado de tão per­to do processo”.


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