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Promotor Thales Tácito critica trabalho das polícias e cogita ‘toque de recolher’ às 22 horas

3 de agosto de 2010 @ 16:29 em Policial




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Promotor Thales Tácito - Imagem arquivo EPTV


A reportagem de capa deste final de semana do Jornal da Região destaca, em matéria do jornalista Carlos Alberto, a audiência pública realizada no dia 23 no Fórum, organizada pelo promotor Thales Tácito Pontes Luz de Pádua Cerqueira. Por causa dos números do tráfico de drogas e da violência no município, o promotor criticou o trabalho das polícias e cogitou adotar o ‘toque de recolher’ às 22 horas.


No encontro, foi registrada a presença do alto escalão das duas corporações policiais – Civil e Militar -, representantes dos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, e de empresários. Além do Ministério Público, na pessoa de Thales Tácito, conduziram o evento os juízes João Batista Mendes Filho e Marcos Irany Rodrigues da Conceição, e o defensor público Leonardo César Matheus. Eles falaram sobre as estatísticas de 2009 que apontam o poderio das drogas em Guaxupé.


Thales Tácito Pontes Luz de Pádua Cerqueira deu cento e vinte dias às polícias Civil e Militar para apresentarem uma solução plausível ao problema. Caso isto não ocorra, a cidade poderá vivenciar o chamado toque de recolher, quando bares e casas noturnas serão obrigados a encerrar seus expedientes às 22 horas.


Segundo a reportagem, Thales Tácito ressaltou que o tráfico e o consumo de substâncias entorpecentes representam a maioria dos processos da comarca guaxupeana, por conta dos demais crimes que a droga traz consigo. E deixou claro a sua insatisfação com os resultados dos trabalhos realizados pela Polícia Militar e pela Polícia Civil de Guaxupé, já que, segundo o promotor, a quantidade de drogas e pessoas ligadas a ela é cada vez maior na cidade.


Mostrando-se extremamente preocupado, o promotor então determinou um prazo de 120 dias para que os policiais apresentem uma solução plausível ao problema. Caso isto não ocorra, a cidade poderá vivenciar o chamado “toque de recolher”, quando bares e casas noturnas são obrigados a encerrar seus expedientes às 22 horas. “Nós (Thales e os dois juízes presentes) não gostamos de adotar o “toque de recolher”, mas se em cento e vinte dias não houver respostas plausíveis para o problema, adotaremos esta medida sim, infelizmente”, garantiu o promotor.


Informações do Jornal da Região – Carlos Alberto


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